O presidente do IGCP afirmou hoje, no parlamento, que está «a trabalhar muito de perto» com as agências de rating no sentido de melhorar a nota de Portugal e garantir que os bancos portugueses se conseguem financiar no BCE.

O deputado socialista João Galamba disse, na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, que, quando terminar o programa de resgate, «Portugal fica dependente de uma única agência de rating», a canadiana DBRS, que é a única que, neste momento, atribui um rating de investimento a Portugal.

Durante o programa de assistência financeira, o Banco Central Europeu (BCE) deixou de exigir rating [avaliação] de investimento aos colaterais oferecidos pelos bancos portugueses para obter financiamento no BCE. No entanto, este tratamento especial termina com o fim do programa.

«O que pode acontecer se essa agência canadiana decidir baixar em um nível [o rating de Portugal]? No momento em que isso acontecer e se o BCE não der um novo waiver [tratamento especial], os bancos portugueses entram de imediato em insolvência», lançou o deputado do PS, João Galamba.

Na resposta, Moreira Rato afirmou que isso «pode condicionar de alguma forma o apetite pela dívida portuguesa por parte de um dado grupo de investidores».

«Estamos conscientes desta questão do rating e vamos continuar a trabalhar muito de perto para melhorar o rating de Portugal», garantiu o presidente do IGCP, a agência que gere a dívida pública portuguesa.