As organizações representativas dos trabalhadores da STCP decidiram, esta quarta-feira, pedir uma reunião ao ministro do Ambiente para “serem esclarecidas” quanto ao futuro da empresa e para perceber se “matérias que se encontram congeladas” podem ser desbloqueadas.

Em comunicado enviado à Lusa, as organizações representativas dos trabalhadores da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto referem ter deliberado pedir esta reunião com o ministro João Matos Fernandes “antes de avançarem com outras ações de contestação”.

Em causa está “o futuro da empresa” que, dizem, “continua uma incógnita” porque, “apesar de anulada a anterior concessão, quer a Comissão de Trabalhadores quer as organizações representativas dos trabalhadores continuam sem saber em que ponto se encontra o processo de intenções da tutela, que visa a entrega da STCP aos municípios do grande Porto”.

A preocupação das organizações representativas dos trabalhadores “é substancialmente maior por se constatar que um conjunto de matérias continuam bloqueadas com a aprovação do Orçamento do Estado 2016”, acrescentam.

Para as organizações, esta situação é “geradora de enorme insatisfação no seio dos trabalhadores”, já que “mais uma vez veem os seus direitos cortados, nomeadamente a reposição de vencimentos conforme decorre dos respetivos Acordos de Empresa”.

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As organizações representativas dos trabalhadores consideram que o cumprimento integral do Acordo de Empresa é “indispensável para a reposição da paz social na empresa”.

Também o “défice de motoristas” preocupa os trabalhadores, que lamentam que o “cumprimento de serviço” se situe nos 85%, “muito longe do que deveria ser cumprido e do que era habitual há sensivelmente cinco anos”, apesar de terem sido admitidos nos últimos meses 65 novos motoristas.

“Toda a situação de incumprimento do serviço é agravada diariamente pela impossibilidade de os motoristas poderem normalmente efetuar trabalho suplementar, por imposição do Departamento de Operações”, sustentam.