Coerente, no mínimo, com as posições que sempre defendeu, o ministro holandês das Finanças ficou desagradado com a não aplicação de sanções aos países ibéricos.

É dececionante que não haja seguimento da conclusão de que Espanha e Portugal não tomaram ações eficazes para consolidar os seus orçamentos”, lê-se numa declaração divulgada pelo gabinete de Jeroen Dijsselbloem.

Esperando e desejando a aplicação de multas, o ministro holandês das Finanças e presidente do Eurogrupo, mostrou desapontamento com a proposta da Comissão Europeia e avisou haver ainda sinais de alerta para os dois países.

Deve ficar claro que, apesar de todos os esforços realizados, Espanha e Portugal ainda estão em perigo", refere a nota de Jeroen Dijsselbloem.

Na ótica do presidente do Eurogrupo, que vai esperar uma “clarificação da Comissão” e consultar os restantes países membros da zona Euro, o caso português é francamente sensível.

Especialmente Portugal precisa de reforçar a sua economia e competitividade para não perder o progresso que foi alcançado nos últimos anos”, sustenta na nota divulgada.