A Sonangol, que é a maior acionista do BCP, terá um buraco gigantesco de 50 mil milhões de dólares, 44 mil milhões de euros, e terá sido isso a que a empresária Isabel dos Santos passasse a tomar as rédeas da petrolífera estatal de Angola, noticia o Valor Económico. A Sonagol já veio desmentir a notícia avançada pelo jornal angolano.

Fonte: site Millennium BCP

A filha do presidente do país, José Eduardo dos Santos, passou a ser oficialmente, esta semana, presidente da Sonangol, entrando na empresa numa altura crítica. 

O jornal cita fontes próximas deste dossiê que justificaram a decisão de indicar Isabel dos Santos para presidente com o trabalho da comissão de reestruturação do setor petrolífero. Desse trabalho, terão resultado os números negros: uma imparidade técnica a rondar os 44 mil milhões de dólares. 

Será ainda necessário renegociar contratos técnicos e de serviço, prejudiciais aos interesses do Estado. 

Sendo a maior acionista do BCP, estes desenvolvimentos sobre a Sonangol poderão ter influência no desempenho das ações que, nos últimos dias, incluindo esta terça-feira, têm derrapado para sucessivos mínimos históricos (o último foi de 0,0205 euros).

Antes de conhecida a notícia, os títulos chegaram a disparar 12% num movimento de recuperação. Veremos se ela terá ou não impacto nas negociações em bolsa, numa altura em que ainda vigora a suspensão decretada pelo regulador de mercado, das vendas a descoberto dos títulos do BCP, isto é, das apostas na queda das ações. Tal proibição continua até ao final do dia de quarta-feira.

O Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, incumbiu a nova administração da Sonangol, liderada pela filha, a empresária Isabel dos Santos, de reorganizar a carteira de negócios da petrolífera estatal angolana e suas subsidiárias.

Em comunicado, a administração da petrolífera garante é "absolutamente falso e descabido o teor da notícia veiculada”, já que o pelo Comité de Avaliação e Análise para o Aumento da Eficiência do Sector Petrolífero “não efetuou qualquer análise financeira detalhada” à Sonangol.

A empresa nega que tenham sido detetadas “discrepâncias” entre os fundos recebidos e investidos pela Sonangol.