A taxa de inflação subiu em junho para 1%, depois de se ter situado nos 0,7% em maio, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE). Exclui a energia e os produtos alimentares, classes tradicionalmente mais voláteis, a taxa ficou-se pelos 0,6%, acelerando apenas uma décima face a maio.

Os Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas registaram um aumento homólogo de 2,8% em junho, contra 3,1% em maio, sobretudo devido aos contributos da fruta fresca e frigorificada e das batatas.

Os Transportes e o Vestuário e calçado, pelo contrário, desceram respetivamente 1,5% e 3,4%, travando uma subida mais acentuada da inflação.

Na comparação mensal, os preços em Portugal subiram 0,1% face a maio.

Enquanto a classe do Vestuário e calçado foi a que maior contributo negativo deu para a taxa de variação mensal, a dos Transportes foi a que deu maior contributo positivo. As classes do Vestuário e calçado e dos Transportes registaram respetivamente variações mensais de menos 1,2% e de mais 0,8% em junho.

A taxa de variação média dos últimos doze meses ficou em 1,4% em junho, inferior em 0,2 pontos percentuais à observada no mês anterior.

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), que permite a comparação direta com outros parceiros europeus, passou de 1,7% em maio para 1,6% em junho.