A OCDE prevê que a zona euro cresça 1,2% este ano e 1,7% em 2015, considerando, no entanto, que o ritmo da recuperação «vai continuar moderado», sobretudo devido ao endividamento e às condições de crédito.

No Economic Outlook, hoje divulgado, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) refere que a atividade económica da zona euro deve continuar a melhorar, mas destaca que o ritmo «vai continuar moderado», devido ao «alto endividamento e às condições de crédito apertadas», que vão pesar na atividade económica, «sobretudo nos países vulneráveis».

A organização liderada por Angel Gurría adverte que «a fraca confiança, os balanços fracos do setor privado, as restrições ao crédito e o elevado desemprego penalizam a procura», considerando ainda que a recuperação económica na zona euro «permanece fraca e desigual».

Para a OCDE, «é necessário [fazer] mais progressos na recuperação da competitividade», defendendo igualmente que o ajustamento deve ser «mais simétrico» entre os países da moeda única europeia.

A instituição avisa que a dívida dos países vulneráveis «ainda é ampla e vai exigir contas correntes excedentárias durante vários anos», mas considera que também os países que já têm contas correntes positivas podem contribuir para o equilíbrio da zona euro, através da «implementação de reformas amigas do crescimento, como a redução das barreiras à entrada nos setores dos serviços orientados para o mercado interno».

Quanto ao desemprego, a OCDE estima que a taxa nos países da zona euro se mantenha nos dois dígitos ao longo do horizonte da previsão, nos 11,7% em 2014, caindo ligeiramente para os 11,4% em 2015.