Os trabalhadores da Carris vão em greve nos dias 24, 25 e 31 de dezembro e 01 de janeiro, num protesto convocado pela Fectrans contra o Orçamento de Estado para 2104 e os cortes nos salários.

Também os motoristas dos Transportes Sul do Tejo (TST) vão estar em greve nos mesmos dias, segundo o Sindical Nacional dos Motoristas.

Em declarações à Lusa, Manuel Leal, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) disse que as paragens na Carris surgem na face à «continuação daquilo que é a luta dos trabalhadores contra a aplicação dos novos roubos definidos quer no Orçamento de Estado, quer no decreto-lei 133/2013 (setor público empresarial)».

Nos dias 24 e 31 de dezembro as greves da Carris e nos TST decorrem após as 18:00, enquanto a 25 e a 01 de janeiro, as paralisações acontecem durante todo o dia.

Manuel Leal indicou terem sido decretados serviços mínimos na Carris, que a FECTRANS considera «ilegais», por defender que as necessidades sociais impreteríveis abrangem apenas serviços a pessoas com deficiência ou intervenções de emergência, como avarias e quedas de cabos dos elétricos.

Em comunicado, a Carris informou que ainda se aguarda a definição dos serviços mínimos para o dia 01 de janeiro, estando já assegurados 50% das seguintes carreiras para os restantes dias de paralisação: 703, 708, 735, 736, 738 742, 751, 755, 758, 760 e 767.

Apenas no dia 31 está ainda garantida metade do funcionamento das carreiras 781 e da rede da madrugada.

«À semelhança do que tem sido o processo de luta levado a cabo pelos trabalhadores da Carris, esta (greve) também terá uma adesão significativa», previu o sindicalista da Fectrans, informando que no dia 02 de janeiro as organizações representativas dos trabalhadores voltam a reunir-se para «dar continuidade a este processo de luta».

A greve nos TST foi justificada pelo sindicato dos motoristas como a forma que os trabalhadores encontraram para se manifestarem pelo facto de serem ignorados pela empresa.