A taxa de desemprego nos países da OCDE subiu para 7,6% em fevereiro, com 46 milhões de pessoas à procura de emprego, depois de três meses de queda consecutiva, segundo dados da organização divulgados esta quarta-feira.

Em fevereiro, a taxa de desemprego no conjunto dos países OCDE aumentou 0,1 pontos percentuais em relação a janeiro, apesar de haver menos 3,8 milhões de desempregados do que no pico registado em abril de 2010, mas mais 11,4 milhões de pessoas do que em julho de 2008.

De acordo com os dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), a taxa de desemprego manteve-se estável na zona euro, em 11,9%, no mês de fevereiro, o que acontece pelo quinto mês consecutivo.

A taxa de desemprego aumentou 0,2 pontos percentuais na Holanda (7,3%), 0,1 pontos percentuais, respetivamente, na França e na Itália para 10,4% e 13%, enquanto diminuiu 0,2 pontos percentuais em Espanha para a 25,6% e caiu 0,1 pontos percentuais na Áustria e na República Checa para 4,8% e para 13,9% pela mesma ordem.

Na Alemanha a taxa de desemprego manteve-se estável em 5,1% pelo segundo mês consecutivo.

Segundo a OCDE, a taxa de desemprego subiu de 0,1 pontos percentuais nos Estados Unidos para 6,7%, após meses de queda consecutiva.

Nos países da OCDE, em fevereiro, a taxa de desemprego das mulheres foi de 7,7%, enquanto a dos homens foi inferior, situando-se nos 7,5%.

O desemprego dos jovens continua a ser um problema crónico nos países da zona euro.

Na Grécia, os últimos indicadores disponíveis referentes a dezembro de 2013 indicam que a taxa de desemprego dos jovens foi de 58,3%.

A taxa de desemprego dos jovens em fevereiro atingiu 53,4% em Espanha, 42,4% em Itália, 35% em Portugal e 32,5% na Eslováquia.