A Comissão Europeia considera que o sucesso da emissão de dívida a cinco anos realizada esta quinta-feira representa o aumento de confiança na economia portuguesa e constitui «um passo importante» para o «regresso sustentável aos mercados».

«Num contexto de uma melhoria generalizada nos mercados de dívida da zona euro, (a emissão de dívida) é um sinal da crescente confiança dos investidores na economia portuguesa e reflete os efeitos positivos da contínua implementação rigorosa do programa» de ajustamento, declarou o porta-voz dos Assuntos Económicos do executivo comunitário, Simon O'Connor.

Numa nota enviada à comunicação social, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública - IGCP diz que foram colocados 3,25 mil milhões de euros para a linha de Obrigações do Tesouro que vence em junho de 2019, numa operação liderada pelo sindicato bancário composto pelo Barclays, Caixa BI, Goldman Sachs, HSBC, Morgan Stanley e Société Generale.

O negócio fez-se com uma taxa de 330 pontos base acima da taxa base do mercado para a dívida a cinco anos.

Segundo a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, a emissão de dívida a cinco anos hoje realizada «correu muito bem» e teve «uma procura muito satisfatória, de cerca de 11 mil milhões de euros».

Uma fonte envolvida na operação tinha já dito à agência Lusa que Portugal colocou 3,25 mil milhões de euros em dívida a cinco anos a uma taxa de juro perto dos 4,6%, com a procura a atingir os 11 mil milhões de euros.