O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, disse esta quinta-feira que a crise política que Portugal atravessa atualmente não vai provocar uma nova crise na zona euro.

«Não acredito que [a atual situação política] vá conduzir a uma nova crise do euro», disse Schäuble em conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo espanhol Luis de Guindos, em Berlim, Alemanha.

O ministro alemão considerou que «o euro é visto novamente nos mercados como estando suficientemente estável para que a situação política num único país (...) não represente uma crise para a estabilidade da própria moeda única».

Na quarta-feira, o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, afirmou que Berlim estava «confiante» que Portugal iria continuar a cumprir as reformas necessárias no âmbito do programa de ajustamento.

Pedro Passos Coelho anunciou na terça-feira que tenciona manter-se como primeiro-ministro, numa declaração ao país, feita na sequência do pedido de demissão de Paulo Portas do cargo de ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.

Na mesma declaração, o primeiro-ministro disse que não aceitou o pedido de demissão de Paulo Portas, pelo que não propôs a exoneração ao Presidente da República do ministro dos Negócios Estrangeiros.

Pedro Passos Coelho comunicou a intenção de esclarecer as condições de apoio político ao Governo de coligação com o CDS-PP e o sentido da demissão do ministro Paulo Portas.

Hoje, o primeiro-ministro e líder do PSD, e o líder do CDS-PP, Paulo Portas mantiveram diversas reuniões. Depois disso, Passos Coelho foi recebido pelo Presidente da República e no final desse encontro disse aos jornalistas que «será encontrada uma forma de poder garantir o apoio político do CDS ao Governo e nessa medida garantir a estabilidade política do país».