A Grécia assumiu, esta quarta-feira, a presidência rotativa da União Europeia. Atenas vai durante seis meses ficar responsável pela agenda da UE. Ao assumir a presidência rotativa da União Europeia no próximo semestre, Atenas espera quebrar seis anos consecutivos de recessão e fechar o ano com um excedente orçamental primário de mais de 800 milhões de euros.

Depois de ter protagonizado a crise da dívida, este é o momento em que Atenas irá mediar e gerir centenas de reuniões dos 28 países da União Europeia, num contexto interno marcado pelo programa de ajuda financeira e de austeridade imposto pelos credores internacionais.

Antonis Samaras diz que 2014 irá marcar o fim da dependência da Grécia de ajuda internacional. O primeiro-ministro conservador espera usar a presidência europeia para restaurar a credibilidade externa do país, mas também para convencer os parceiros a suavizarem as exigências de disciplina orçamental.

Na mensagem de Ano Novo, esta quarta-feira, o chefe do Governo garantiu que a Grécia vai voltar aos mercados em 2014 e voltar a ser um país normal.

«Em 2014, daremos o grande passo de sairmos do programa de assistência da troika», declarou num discurso pela televisão. O pior já passou para os gregos, afirmou, e 2014 já vai trazer crescimento económico.



Antonis Samaras garantiu ainda que não vai haver necessidade de mais empréstimos. «No ano que agora aí vem, a dívida grega será oficialmente declarada viável, o que significa que não haverá necessidade de novos empréstimos e de novos acordos de resgate», afirmou.