O presidente executivo do banco Lloyds, António Horta Osório, considerou esta segunda-feira que o chumbo do Tribunal Constitucional à lei de convergência das pensões «não muda a estratégia e o posicionamento de Portugal no mundo».

António Horta Osório falava aos jornalistas em Cascais, à margem do Conselho da Diáspora Portuguesa, onde participou enquanto conselheiro de Portugal no mundo.

Questionado sobre como o mundo vê Portugal depois do chumbo do Tribunal Constitucional à convergência de pensões, anunciado na semana passada, Horta Osório disse que o impacto da medida, «em termos de valor, é relativamente pequeno em relação ao PIB [Produto Interno Bruto], de 0,2%».

Por isso, «não muda a estratégia e o posicionamento de Portugal no mundo», salientou o presidente executivo do banco inglês.

«Muito mais importante que isso, estou perfeitamente convencido que o mundo, em termos económicos vai ser melhor no próximo ano do que foi neste ano e Portugal, como uma pequena economia aberta, vai beneficiar» desse efeito, acrescentou.

«Portugal esteve numa espiral negativa até muito recentemente, agora estamos estagnados», disse o gestor, convicto de que para o ano o país vai aproveitar a melhoria da economia a nível mundial.

«A Europa como um todo estará plana» no próximo ano, mas países como os Estados Unidos China ou Inglaterra estão a registar boas perspetivas económicas.

Por exemplo, Inglaterra, que é um dos parceiros económicos de Portugal, «vai ser provavelmente a economia que mais vai crescer no próximo ano», apontou

«Temos de ver mais a floresta que as árvores», salientou o gestor, lembrando que o ajustamento tinha de ser feito, já que Portugal tem de viver de acordo com as suas posses.