O parlamento grego aprovou o Orçamento Geral do Estado para 2014, que não foi aprovado pela troika de credores, levando a oposição a apelidar a lei de virtual.

A lei orçamental obteve, já na madrugada de domingo em Atenas (23:16 em Lisboa), 153 votos a favor dos deputados da coligação governamental conservadores-socialistas, 142 contra e uma abstenção, de acordo com a agência noticiosa espanhola EFE.

Num discurso antes da votação, o primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, considerou serem revolucionários os progressos conseguidos pelo país ao longo deste ano, o primeiro em muitos em que «não foram precisos empréstimos para fechar o ano».

Além de terminar este ano com um excedente, o governo grego conseguiu introduzir mais cortes do que os previstos, diminuiu a fuga ao fisco e o défice comercial, ao mesmo tempo que a taxa de desemprego se estabilizou, disse Samaras.

Este sábado, o porta-voz do comissário europeu para os Assuntos Económicos Olli Rehn afirmou que, apesar de os técnicos da troika regressarem na próxima quarta-feira a Atenas, as negociações irão durar até janeiro.

«As discussões técnicas vão continuar em Atenas na próxima semana. Esperamos que a missão regresse em janeiro, depois de as autoridades gregas terem feito progressos na aplicação das reformas», disse Simon O'Connor.

Isto significa que os mil milhões de euros que estão congelados devido à falta de acordo não vão chegar aos cofres gregos pelo menos até janeiro.