A agência de notação financeira Moody's cortou, esta quarta-feira, o rating do Espírito Santo Financial Group (ESFG), a empresa que controla 25% do BES, em três níveis de B2 para Caa2.

A avaliação do banco que já estava em «lixo» passa agora a um nível considerado altamente especulativo (a três degraus do incumprimento) e classifica-se, assim, oito níveis abaixo do «lixo».

A agência justifica esta decisão com base no «agravamento do perfil de crédito de alto risco da ESFG na sequência do aumento da exposição da empresa aos seus acionistas Espírito Santo International (ESI) e Rioforte (ambos sem rating), que foi revelado a 3 de julho de 2014».

A holding da família Espírito Santo anunciou a semana passada que no final de Junho tinha uma exposição de 2,35 mil milhões de euros à ESI, acima dos 1,37 mil milhões de euros no final de 2013.

A ESFG, que está cotada em bolsa, é detida em 49,3% pela Rioforte, que por sua vez é controlada em 100% pela Espírito Santo International.

As preocupações da Moody's são «agravadas pela falta de transparência em relação à posição financeira do Grupo Espírito Santo e à dimensão das ligações intragrupo, incluindo a exposição direta e indireta da ESFG à ESI».

A agência refere ainda que os ratings da empresa continuam em revisão para eventual nova descida.

Futuras movimentações no rating do ESFG vão depender do plano de reestruturação do GES e as implicações que terão no âmbito do papel de supervisão do Banco de Portugal.

As ações da ESFG fecharam a sessão na bolsa a cair de 11% e o BES recua 4,7%.