O Citigroup não tem dúvidas que a crise política em Portugal deixou sequelas na relação do Governo com a troika e considera que, mesmo com o acordo alcançado, a relação não será mais a mesma.

Numa nota emitida esta segunda-feira, o banco norte-americano escreve que, «mesmo que a atual crise política fique resolvida com a remodelação do Governo, consideramos que o relacionamento com a troika de credores internacionais vai ficar mais difícil, comparando com o que se passou nos dois primeiros anos do programa».

Para o Citigroup, o CDS, que «terá agora uma voz mais forte», vai defender uma «política orçamental menos apertada» e «políticas mais orientadas para o crescimento», razões suficientes para o banco considerar que a «instabilidade política vai continuar».

Por isso mesmo, diz, a saída da troika do país, que estava prevista para meados de 2014, «vai ser mais difícil do que se pensava».