A publicação britânica, The Economist, avança que o Governo se prepara para fazer uma saída à irlandesa do programa de resgate.

A revista especializada refere que é essa também a vontade da Alemanha, que parece relutante em aprovar um programa cautelar para Portugal.

Num artigo dedicado a Portugal, a publicação britânica, diz que «tal como a Irlanda em dezembro, Portugal parece preparado para sair sem uma linha cautelar». Pelo menos, parece ser essa a intenção da Alemanha.

Mas apesar da relutância do governo alemão em aprovar um programa cautelar para Portugal, a revista especializada garante que há boas razões para cautelas por parte do governo português.

De acordo com o artigo, a economia portuguesa está em melhor forma, mas ainda vulnerável a qualquer turbulência.

Razão pela qual aconselha a segurança de um programa cautelar.

Em relação ao momento que o país atravessa a Economist tem uma análise mista: por um lado, os juros mais baixos a refletirem dados internos, mas também uma deslocação das preocupações dos investidores para os mercados emergentes. À medida que os receios de uma desintegração da zona euro desvanecem.

Quanto ao desempenho económico, pela positiva, aponta a recuperação que está em marcha desde a primavera de 2013. Mas que não faz esquecer uma recessão mais longa e profunda do que o inicialmente estimado pela troika e uma consolidação orçamental que ficou aquém dos objetivos fixados há 3 anos.

Na banca, A Economist destaca ainda algumas fragilidades e antecipa o quarto ano consecutivo de prejuízos. De acordo com a publicação, fragilidades suficientes para que o país tivesse a ganhar com a segurança de um programa cautelar.