A Direção-Geral do Orçamento (DGO) divulga esta segunda-feira a execução orçamental em contas públicas até julho de 2014, ano em que o défice terá de baixar para os 4% em contabilidade nacional, escreve a Lusa.

No Orçamento do Estado para 2014 está previsto um défice de 4% do Produto Interno Bruto (PIB), a meta acordada entre o Governo e a troika (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) para este ano.

No primeiro semestre, o défice das administrações públicas atingiu os 4.192 milhões de euros, mais 149 milhões do que no mesmo semestre de 2013.

Até junho, o Estado arrecadou mais de 17.129 milhões de euros líquidos em receita fiscal, o que representa um aumento de cerca de 4,3% face ao montante amealhado em igual período do ano passado.

Por outro lado, o Estado pagou 1.048,6 milhões de euros aos credores internacionais em juros e comissões cobrados pelo resgate financeiro na primeira metade do ano.

Os números divulgados pela DGO são apresentados em contabilidade pública, ou seja, têm em conta o registo da entrada e saída de fluxos de caixa. Esta é a contabilidade exigida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para efeitos de averiguação do cumprimento das metas do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF), que entretanto foi concluído.

No entanto, a meta do défice fixada é apurada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em contas nacionais, a ótica dos compromissos, que é a que conta para Bruxelas, lembra a Lusa.

No primeiro trimestre, o défice ficou nos 5,9%, acima da meta acordada para o conjunto do ano, segundo o INE.