O Conselho de Finanças Públicas considera que o défice orçamental pode ficar abaixo da meta de 5,5% do PIB, mas no caso da dívida pública só um conjunto de operações específicas permitiriam atingir a meta prevista.

De acordo com a entidade liderada por Teodora Cardoso, «os desenvolvimentos orçamentais até ao final do terceiro trimestre, quer do lado da receita, quer do lado da despesa, permitem admitir que o défice das Administrações Públicas ficará abaixo da estimativa mais recente do Ministério das Finanças».

Para este resultado em muito contribui a receita com impostos, que, segundo o CFP, teve em termos ajustados até setembro «uma taxa de crescimento homólogo quase duas vezes superior à da despesa», que calcula ainda que a despesa fique em linha com o estimado pelo Governo.

Sobre a meta da dívida pública - 127,8% do PIB -, o CFP aponta uma reversão da tendência de crescimento no terceiro trimestre, mas ainda assim considera que para se conseguir atingir o objetivo teriam sido necessárias operações para reduzir a dívida, tais como a compra de dívida pública pela Segurança Social e pelo Fundo de Regularização da Dívida Pública, aplicando as receitas das privatizações.