A CGTP marcou hoje para 01 de fevereiro um Dia Nacional de Luta, que incluirá manifestações e concentrações em todos os distritos do país, em protesto contra as políticas económicas e sociais do Governo.

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, anunciou a iniciativa em conferência de imprensa, após uma reunião do Conselho Nacional que aprovou a realização dos protestos.

A CGTP decidiu ainda lançar uma petição para que todos os desempregados possam receber apoio social.

O Dia Nacional de Luta é, segundo Arménio Carlos, «aberto a todos os portugueses independentemente do seu posicionamento político ou sindical».

O sindicalista explicou aos jornalistas que a Intersindical inicia o ano de 2014 com a marcação de ações de luta porque considera que essa é a forma de obrigar a mudar as políticas do país.

«A luta para nós não é um objetivo é um instrumento para responder às políticas ofensivas que estão a põr em causa os direitos dos trabalhadores», disse.

No Conselho Nacional foi ainda decidido que serão promovidas iniciativas nacionais, regionais e setoriais «em torno do 40.º aniversário do 25 de Abril e do 1.º de Maio» para lembrar os direitos e liberdades conseguidos e «exigir o respeito por esses direitos».

«É o momento certo para afirmar que Abril continua a ser uma referência de progresso e de desenvolvimento social», disse Arménio Carlos.

A petição que vai ser lançada em defesa do emprego e da proteção social para todos os desempregados foi justificada pelo sindicalista com «a destruição de empregos e o aumento do desemprego, nomeadamente de longa duração e de jovens».

O líder da CGTP lembrou que entre 2008 e 2014 foram destruídos 800.000 postos de trabalho e que o número real de desempregados é de cerca de 1.500.000. Destes recebem subsídio de desemprego 310 mil e menos de 70 mil recebem subsídio social de desemprego.