O Presidente da República, que hoje inaugurou o restauro da Charola do Convento de Cristo, em Tomar, convidou as empresas a ajudarem na preservação do património histórico-cultural do país que precisa de recuperação.

Frisando que o mecenato empresarial no domínio da cultura «deu um contributo decisivo para o restauro desta joia da arquitetura Templária que é a Charola do Convento de Cristo», Cavaco Silva apelou às empresas para terem «uma responsabilidade social interpretada em sentido lato, incluindo a responsabilidade cultural».

O Presidente pediu para que seja seguido o exemplo do que aconteceu com a recuperação da Charola do Convento de Cristo, em Tomar, alvo de mecenato exclusivo da Cimpor, numa intervenção que decorreu ao longo dos últimos cinco anos orçada num total de 750.000 euros.

«Convido as empresas a olharem o nosso património histórico-cultural muito rico», algum a precisar de obras de restauro, afirmou, declarando-se ¿convencido de que toda a sociedade beneficia» com essa assunção de responsabilidade na forma de mecenato.

No discurso que assinalou a inauguração da obra, Cavaco Silva afirmou que o exemplo da Cimpor «merece ser divulgado», convidando outras empresas a «tomarem a seu cargo algum dos muitos monumentos que, por todo o País, continuam à espera de obras de conservação».

«Infelizmente, não faltam oportunidades de atuação para quem queira ajudar na preservação do nosso património e, desse modo, cumprir as suas responsabilidades para com a sociedade», declarou.

O Presidente afirmou ainda a importância da sensibilização de instituições, autarquias, empresas e cidadãos «para que não se perca o imenso e valioso património monumental» do país, cuja conservação «a todos interpela e deve ser obra de todos».

«Portugal tem, além do mais, património classificado pela UNESCO que representa um enorme potencial de atração turística que não podemos deixar de preservar e divulgar», disse.

Antes, o presidente da Cimpor, Daniel Proença de Carvalho, declarou o «orgulho» da empresa e do seu principal acionista, o grupo Camargo Corrêa, no trabalho de restauro realizado na Charola do Convento de Cristo.

Sublinhando que a responsabilidade das empresas não se limita à produção de bens e serviços, passando também pela responsabilidade de criar vantagens para as comunidades nas quais se inserem, Proença de Carvalho desejou que este projeto de mecenato da empresa sirva de exemplo para outros.

O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, frisou a «parceria exemplar» estabelecida neste mecenato exclusivo, que permitiu o restauro integral da Charola e a libertação de meios do Estado para outras intervenções.

Barreto Xavier referiu os mais de 20 milhões de euros destinados em 2013 à recuperação de património e os mais de 14 milhões previstos para 2014.

Na próxima sexta-feira, Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, o Convento de Cristo abre as portas de zonas habitualmente vedadas ao público, oferecendo um vasto programa de visitas e de animação cultural, noticia a Lusa.