A Comissão Europeia está disponível para apoiar Portugal se o país optar por um programa cautelar após o fim do programa de resgate, disse o comissário dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, numa entrevista ao Wall Street Journal.

Rehn e PM francês favoráveis ao cautelar para Portugal

«Acredito que mais vale prevenir do que remediar e uma linha de crédito cautelar serve precisamente para isso», considerou o responsável europeu.

O acesso a uma linha de crédito cautelar é uma das possibilidades a que Portugal pode recorrer caso se agravem as condições de financiamento ou as receitas fiquem aquém do esperado no fim do programa de assistência financeira, previsto para meados de 2014.

O Mecanismo de Estabilidade Europeu distingue dois tipos de programas cautelares: a Linha de Crédito Cautelar Condicionada (PCCL), que pode ser pedida por qualquer país da zona euro cujas condições económicas sejam fundamentalmente sólidas, e a Linha de Crédito com Condições Reforçadas (ECCL), destinada a países que não cumpram todos os critérios de elegibilidade, ficando estes obrigados a adotar medidas corretivas para dirimir estas fraquezas.

Embora tenha sublinhado que a zona euro já não corre o risco de desagregação, Rehn disse que não há margem para abrandar o ritmo das reformas, nem nas maiores economias, como França e Itália, nem nos países resgatados.

O comissário europeu apelou ainda a uma intervenção do Banco Central Europeu (BCE) para atingir a meta dos 2% de inflação, alertando para os riscos de uma inflação demasiado baixa sobre a recuperação da zona euro.