Os ministros das finanças da União Europeia chegaram a acordo esta quarta-feira sobre a união bancária, destinada a evitar uma nova crise na zona euro, informaram fontes governamentais.

«Acordo alcançado», indicou o Ministério das Finanças francês à agência AFP e, posteriormente, a Presidência lituana da União Europeia.

Os detalhes do texto não foram revelados, mas a união bancária permitirá a criação de um mecanismo único de resolução, isto é, de falência organizada dos bancos da zona euro.

As negociações decorreram hoje em Bruxelas, durante mais de 12 horas.

«É um dia memorável«, afirmou na sua conta Twitter o comissário europeu dos serviços financeiros, Michel Barnier.

Prevista para o início de 2016, a união bancária será aplicada diretamente a pouco mais de 300 bancos, os mais importantes da zona euro e os transfronteiriços.

Um conselho de resolução será criado e deverá decidir recapitalizar ou liquidar um banco. Um fundo único servirá, designadamente, para organizar a falência de um banco ou financiar os custos de reestruturação.

O mecanismo europeu de estabilidade, o fundo de emergência da zona euro, será implicado na união bancária.

O mecanismo de resolução é considerado o segundo pilar da união bancária, que deverá evitar que as crises bancárias atinjam as finanças dos Estados da zona euro.

O primeiro pilar, supervisão única confiada ao Banco Central Europeu, entrará em vigor em 2014.