Ao falar sobre o estado da União Europeia, o presidente da Comissão Europeia assumiu a crise existencial que o bloco enfrenta, instando os estados-membros a assumir uma maior responsabilidade para corresponder ao valor do projeto europeu. Não quis dar apenas uma lição de moral e, da parte de Bruxelas, propôs, no plano económico, duplicar a duração e o montante do plano de investimentos que tem o seu nome - Plano Juncker - com vista ao crescimento da União Europeia. 

Propomos duplicar a duração do fundo e a sua capacidade, com o objetivo de alcançar 630 mil milhões de euros de investimento [em 2020]. Mas sem a contribuição dos Estados-membros não poderemos chegar lá"

 

Previstos, em 2015, estavam 315 mil milhões previstos para três anos. Ora, Jean-Claude Juncker fez questão de explicar em que é que a duplicação das verbas se traduz: 

"O investimento significa empregos", salientou, advogando que os próximos 12 meses serão cruciais para a União Europeia.

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O referendo britânico que culminou na decisão do Brexit - e que para si não ameaça a existência da UE - foi um aviso de que a União  enfrenta uma batalha pela sobrevivência contra o nacionalismo e contra o populismo.

"A União Europeia não tem união o suficiente", assumiu, querendo despertar consciências e alterar esta situação.