O regulador dos serviços financeiros em Nova Iorque (DSF, na sigla em Inglês) incluiu o Deutsche Bank nas suas investigações sobre a manipulação da taxa interbancária Libor, confirmou esta segunda-feira à AFP fonte envolvida no assunto.

Esta fonte, que requereu o anonimato, adiantou que Benjamin Lawsky concluiu que houve «uma vasta manipulação da Libor» e suspeita de que o estabelecimento alemão foi um dos participantes.

A informação tinha sido revelada pouco antes pelo diário britânico «Financial Times».

Esta investigação marca a primeira intrusão de Lawsky no escândalo da taxa interbancária Libor. Até agora, tinha-se limitado às violações dos embargos decididos pelos EUA e às manipulações das taxas de câmbio.

Lawsky tem o direito de atribuir ou revogar a autorização para um banco operar em Nova Iorque.

Os reguladores acusam corretores de grandes bancos se articularem para manipular as taxas do Libor, uma taxa interbancária de referência, que tem uma incidência num conjunto enorme de produtos financeiros, como os empréstimos às famílias e às empresas.

Já foram suspensos vários corretores e alguns bancos chegaram a acordo com diferentes autoridades, através do pagamento de avultadas penalizações.

Contactados pela AFP, os serviços de Lawsky recusaram fazer qualquer comentário.

«Vamos continuar a colaborar com as autoridades que examinam as problemáticas ligadas às taxas interbancárias», indicou à AFP, através de uma mensagem de correio eletrónico, uma porta-voz do banco, sem mais detalhes.

Um supervisor, escolhido pelo DSF, e pago pelo Deutsche Bank, foi instalado dentro do banco para controlar as suas operações de corretagem, tinha indicado anteriormente o banco.

O Deutsche Bank está a ser vigiado pelo regulador nova-iorquino desde há alguns meses. O DSF investiga em particular as suas relações comerciais com países sob sanções dos EUA e o seu papel nas manipulações das taxas de câmbio.