A Economist Intelligence Unit considera que a recente remodelação governamental e o anúncio da suspensão da construção da segunda refinaria no Lobito prejudicam a imagem externa de Angola e enviam "mensagens contraditórias aos investidores".

O aviso está espelhado em duas notas de análise sobre o anúncio da suspensão da construção da segunda refinaria do Lobito e sobre a substituição do ministro das Finanças pelo presidente do Conselho de Administração da Comissão de Mercado de Capitais (CMC).

Citado pela Lusa, Augusto Archer Mangueira, da unidade de análise económica da revista britânica diz que as notícias são surpreendentes e que afetam a confiança dos investidores.

A decisão de suspender os trabalhos nestes dois projetos de bandeira [segunda refinaria do Lobito e estação petrolífera de águas profundas na Barra do Dande] mostram a profundidade das dificuldades financeiras da Sonangol, que durante anos foi o motor da economia angolana".

Em julho, recorde-se, a The Economist disse que o Governo de Angola é "negligente" por já não querer ajuda do FMI.

Nessa altura, alertou ainda para a "seriedade dos desafios económicos e financeiros" que o país enfrenta.

A falta de receitas que resulta dos preços baixos do petróleo e da fraca capacidade de governação preocupam.

A dívida pública já custa 32,4 milhões por dia ao país.