O primeiro-ministro grego disse esta segunda-feira em Bruxelas, que é tempo de encontrar uma "solução substancial" que permita à Grécia voltar ao crescimento dentro da zona euro.

"Este é o tempo para uma solução substancial e viável que permita à Grécia voltar ao crescimento dentro da zona euro, com justiça social e coesão"


Foram breves declarações à imprensa antes de Tsipras se reunir com o presidente do executivo comunitário, na sede do Conselho Europeu, em Bruxelas.

Jean-Claude Juncker, disse não ter a certeza se haverá hoje um acordo para resolver a situação da Grécia, a pouco dias de o país entrar em incumprimento.

"Foram feitos progressos nos últimos dias, mas ainda não chegámos lá", disse Juncker à entrada de uma reunião bilateral com o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras.


"Não sei se haverá um acordo hoje", acrescentou, salientando, no entanto, esperar que sejam feitos progressos.

Esta segunda-feira é um dia-chave para a Grécia e a zona euro, com uma cimeira de emergência dos 19 chefes de Estado e de Governo dos países que partilham a moeda única, depois de ao longo de cinco meses Atenas e os credores (representados por Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu) terem sido incapazes de chegar a um acordo que permitisse libertar a tranche de 7,2 mil milhões de euros tão necessária aos cofres públicos helénicos.

O comissário europeu para os Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, admitiu esta segunda-feira que “ o destino da Grécia e do euro são hoje jogados em boa parte”.

Os mercados financeiros estão a reagir em forte alta, na expetativa de que se não for alcançado um acordo nesta segunda-feira, haja pelo menos avanços significativos para que possa estar fechado ainda este mês. A Bolsa de Atenas dispara 7%.