Sete mil milhões de euros. A Grécia precisa deste dinheiro o quanto antes e o primeiro-ministro Alexis Tsipras vai solicitar essa verba possivelmente nas próximas 48 horas, avança a agência ANSA, que cita fontes europeias.

O chefe de Governo encara essa ajuda como um "empréstimo ponte", que vai solicitar  para enfrentar a situação de emergência financeira em que o seu país se encontra. 

Até ao dia 10 de julho, ou seja, sexta-feira, os bancos têm fundos para conseguir garantir aos gregos o levantamento de 60 euros por dia em caixas automáticas. Depois disso, e se não houver algum tipo de acordo, ficarão em apuros. 

Para além disso, nesse dia o Estado terá de amortizar 2940 milhões de euros de dívida de curto prazo, os chamados Bilhetes de Tesouro.

Três dias depois, a 13 de julho, Tsipras terá de pagar 465 milhões de euros ao FMI. Isto depois de na semana passada ter entrado em incumprimento com outra parte do empréstimo que devia ter saldado com o Fundo.

Hoje é dia de Eurogrupo. Tsipras vai ter oportunidade de dar a conhecer , antes, ao presidente do Eurogrupo - que antecipa  "muitas dificuldades" - as novas propostas que se  comprometeu a apresentar, depois do  'não' expressivo que os gregos deram às propostas das instituições europeias. 

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, declarou-se  contra um grexit. No entanto, são muitas as vozes da discórdia em relação ao futuro da Grécia. Da Alemanha surgiu entretanto um lamento em to de aviso: "Foi um erro deixar a Grécia entrar no euro".

Uma coisa é certa: o controlo de capitais continua em vigor na Grécia. Os bancos permanecem fechados pelo menos até quarta-feira.