O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, disse este sábado que o seu Governo pretende alcançar uma solução viável para a Grécia, mas recusou um acordo com "condições humilhantes" ou algo que resolva apenas os problemas a curto prazo.

"Não vamos aceitar condições humilhantes nesta negociação. A grande maioria social não pode pagar novos ajustes", afirmou Tsipras na comissão central do seu partido, o Syriza.


O primeiro-ministro da Grécia reiterou que as negociações com as instituições credoras - Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional - não vão “comprometer as exigências (…) sobre o IVA, no trabalho ou outras esferas".

Por seu turno, o ministro das Finanças francês disse que uma saída da Grécia do euro criaria “um problema de credibilidade” para a zona euro, mas o desrespeito pelas regras da união monetária também, afirmou hoje em Lisboa o Michel Sapin.

Segundo o ministro francês, que falava aos jornalistas após um encontro em Lisboa com a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, “seria uma catástrofe para a Grécia sair da zona euro e seria um problema para a zona euro, sobretudo uma questão política de credibilidade”.


“Queremos que a Grécia se mantenha na zona euro, mas é também uma questão de credibilidade da zona euro respeitar as regras”, prosseguiu Michel Sapin.