A Grécia tem de regressar a um caminho de duras reformas na economia para assegurar o seu futuro na zona euro, defendeu esta quinta-feira a chanceler Angela Merkel, em entrevista à CNN.

No rescaldo de uma reunião entre o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, e o presidente da comissão Europeia, Jean Claude Juncker, que terminou uma vez mais sem acordo, a responsável considerou que a solução passa por “grandes esforços” dos dois lados (Atenas e credores internacionais).

Merkel deixou claro que a Grécia deve seguir o exemplo de outros países na zona euro, como a Irlanda, que implementaram dolorosas mudanças na economia em resposta à crise financeira.

“Eles passaram por um programa e agora têm o maior crescimento da zona euro. Este é o tipo de caminho que a Grécia precisa de seguir. E é por isto que as negociações são duras. Mas apontam claramente para a manutenção da Grécia na zona euro”


A Grécia tem de reembolsar o Fundo Monetário Internacional em 300 milhões de euros até sexta-feira, mas até ao fim do mês Atenas terá de pagar 1,6 mil milhões.

Se continuar a não ter acesso aos fundos de 7,2 mil milhões de euros, que fazem parte do programa de resgate e que foram congelados até que surja um acordo entre credores e Atenas, a Grécia pode não conseguir pagar salários e pensões, para além dos reembolsos.