Uma reunião de emergência, centrada na Grécia, entre líderes europeus, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeu (BCE) decorreu, esta segunda-feira, na capital alemã, informaram fontes diplomáticas.

O encontro, que decorreu entre as 20:30 e as 23:00 (hora de Lisboa), juntou a chanceler alemã, Angela Merkel, com os presidentes francês, François Hollande, da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e do BCE, Mario Draghi, e a diretora do FMI, Christine Lagarde, mas da reunião não saiu um ultimato para os gregos, como se esperava.

No final um porta-voz do governo alemão disse, à Reuters, que os líderes concordaram em continuar os trabalhos "com intensidade", tanto entre os cinco como com o governo grego.

"Os trabalhos devem continuar com intensidade. Os participantes desta reunião têm estado em contacto próximo nos últimos dias e querem que continue assim".

O Financial Times adiantou, na sua página na internet, que o objetivo da reunião passou por tentar eliminar as diferenças entre os credores gregos e intensificar esforços para conseguir um acordo com os dirigentes de Atenas. Já o alemão “Die Welt” diz que a reunião serviu para construir uma “posição comum” para formular uma última proposta para o governo grego.

Em Atenas, esteve reunido o Conselho de Ministros do Executivo da esquerda radical, e o primeiro-ministro grego e o ministro das Finanças esperaram um telefonema de Berlim, que segundo fonte diplomática não aconteceu.

A reunião aconteceu um dia depois de Angela Merkel, François Hollande e Alexis Tsipras terem falado por telefone.

Este é o mês decisivo para se conseguir um acordo. Já na próxima sexta-feira, a Grécia tem de pagar mais de 300 milhões de euros ao FMI, a primeira etapa de mais três datas ao longo do mês, em que o governo de Alexis Tsipras é obrigado a pagar mais 1.250 milhões.