O presidente do Parlamento Europeu (PE), Martin Schulz, disse estar a avaliar a possibilidade de créditos de emergência para a Grécia para evitar uma crise humanitária. As declarações foram feitas em entrevista ao jornal "Welt am Sonntag".

“Vamos ver-nos obrigados a conceder créditos de emergência à Grécia como medida de transição, para que os serviços públicos possam continuar a funcionar e as pessoas necessitadas recebam dinheiro. Para isso haveria dinheiro a curto prazo em Bruxelas.”


Segundo Schulz, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, conduziu o país a um beco sem saída, “mas as pessoas não têm culpa disso”.

Na véspera do referendo que pode determinar o futuro da Grécia, no plano da zona euro, os eleitores, que vão decidir se aprovam ou rejeitam as medidas de austeridade exigidas pelos credores, continuam divididos e o clima de tensão mantém-se e enche as páginas dos jornais.

O governo grego voltou a atacar os responsáveis europeus. Numa entrevista ao "El Mundo", o ministro das Finanças Yanis Varoufakis foi duro e perentório, afirmando que o que estão a fazer com a Grécia é "terrorismo" e alertou que uma saída do helénico da zona euro afetará toda a Europa.

Já o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schauble, admitiu que a Grécia pode sair temporariamente da moeda única, numa entrevista ao "Bild". Shauble considera que no domingo, os gregos podem estar a escolher entre o euro e o dracma.

"A Grécia é um membro da zona euro, não há dúvidas disso. Quer seja com o euro ou temporariamente sem ele, só os gregos podem responder a esta questão. Mas é claro que não vamos deixar as pessoas penduradas."

 
Mais, o titular da pasta das Finanças da Alemanha alerta que o colapso dos bancos gregos é um risco real.
     
O presidente do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), Klaus Regling, afirmou que espera “um resultado positivo” porque o país deve continuar a aplicar as “reformas necessárias”.

“Há muita incerteza sobre o futuro da Grécia. Quero que a Grécia faça parte da zona euro e, por isso, espero um resultado positivo neste processo difícil”, disse Regling numa entrevista ao diário grego "Ekathimerini".