Os progressos alcançados nas negociações com a Grécia sobre as reformas que o país deve fazer em troca de financiamento são "insuficientes", declarou esta terça-feira o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem.

"Foram registados progressos, mas são insuficientes", disse Dijsselbloem em declarações a um canal de televisão holandês.

Atenas e as instituições credoras (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI) têm dificuldade em chegar a um acordo sobre o financiamento do país, após meses de negociações.

Também o Comissário Europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, afirmou esta manhã que se têm verificado “significativos progressos” nas conversações sobre a crise da dívida grega, mas advertiu que ainda há muito por alcançar. 

Pierre Moscovici afirmou que há ainda “trabalho por fazer”, em declarações à radio francesa, depois de uma  reunião de emergência , centrada na Grécia, entre líderes da União Europeia, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeu (BCE). 

Na segunda-feira, o comissário europeu Gunter Oettinger disse acreditar que é possível alcançar um acordo  ainda esta semana.

A Grécia apresentou esta segunda-feira aos credores um plano completo e “realista”, defendeu esta terça-feira o primeiro-ministro, Alexis Tsipras, na sua página no Twitter. “A decisão é agora da liderança política da Europa”, acrescenta.
 
O ministro grego do Trabalho, Panos Skourletis, sublinhou esta terça-feira que Atenas  não pode fazer mais concessões nas negociações e os credores devem agora assumir a sua responsabilidade pelo seu papel neste processo negocial.

Mas do lado dos credores, segundo o The Wall Street Journal, também há uma proposta, depois do consenso alcançado na reunião desta segunda-feira à noite em Berlim. A informação já foi confirmada pela Reuters.

A Grécia continua numa corrida contra o tempo. No final desta semana termina mais um prazo de negociações, numa altura em que a Grécia já enfrente problemas de liquidez. O país continua à espera de uma tranche de ajuda financeira superior a sete mil milhões de euros.