Atenas já submeteu uma nova proposta alternativa de reformas aos credores internacionais. Segundo a Reuters, que cita fonte oficial do governo grego, foram entregues dois documentos ao comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, com o objetivo de alcançar um compromisso sobre os assuntos fiscais e a dívida do país.

Atenas aguarda agora a resposta dos credores. A missão grega continuará as negociações a nível político.

Segundo a Bloomberg, Atenas quer usar fundos do Mecanismo europeu de Estabilidade para reembolsar cerca de 6,7 mil milhões de euros em obrigações detidas pelo Banco Central europeu, que vencem em julho e agosto. O governo grego quer também poder aceder a fundos de resgate do Fundo Europeu de Estabilização Financeira e que os bancos sejam autorizados a comprar mais dívida pública de curto-prazo.

A Comissão Europeia confirmou que recebeu uma contraproposta por parte das autoridades gregas relativamente ao programa de reformas que deverá acordar com os seus credores internacionais, estando atualmente a analisar as “novas sugestões” de Atenas.

“O que posso dizer é que continuamos em negociações com as autoridades gregas. Várias propostas estão em circulação, incluindo novas sugestões que recebemos hoje de manhã. As três instituições (UE, FMI e BCE) estão atualmente a analisar estas sugestões de forma diligente e cuidadosa”, declarou o porta-voz do executivo comunitário, Margaritis Schinas.


O porta-voz acrescentou que o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, reuniu-se na segunda-feira à tarde, em Bruxelas, com uma delegação do Governo grego “para trocar impressões sobre a situação” atual, e admitiu ser possível um encontro ao nível de líderes europeus na quarta-feira, aproveitando a celebração da II Cimeira UE-Celac (América Latina e Caraíbas), para discutir a situação da Grécia


Na edição desta terça-feira do  jornal italiano Corriere Della Sera,o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras sublinhou que a eventual saída da Grécia da União Europeia será um problema sério para os Estados-membros.
 

“Se a Grécia falhar, os mercados irão procurar o próximo país. Se as negociações falharem, o custo para os contribuintes europeus será enorme.” 


Segundo o Wall Street Journal avançou na segunda-feira, os credores da Grécia propuseram uma extensão do resgate até março de 2016 em troca de cortes nas pensões e aumento de impostos.  

Na semana passada, o Governo de Tsipras adiou o pagamento de 300 milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional, rejeitando as exigências do credor e considerando-as “absurdas”. Em causa estão precisamente os cortes nas pensões e aumentos de impostos.