A Grécia, que fez um pedido formal de extensão do financiamento por seis meses, compromete-se a honrar as dívidas e não tomar qualquer ação unilateral que possa colocar em causa as metas fiscais já acordadas.

«As autoridades gregas honram as obrigações financeiras com todos os credores, bem como a nossa intenção de cooperar com os nossos parceiros para evitar impedimentos técnicos no contexto do «Master Facility Agreement», adianta uma carta enviada por Varoufakis ao presidente do Eurogrupo, a que a Reuters teve acesso.

No documento, ministro das Finanças grego, Yannis Varoufakis, diz ainda que a proposta de extensão do empréstimo servirá para os parceiros europeus e a Grécia acordarem condições financeiras e administrativas «aceitáveis», assim como «um excedente orçamental primário apropriado». Recorde-se que a troika queria um excedente de 3%, enquanto Atenas defende que não poderá ser mais de 1,5%.

Atenas quer ainda que o Banco Central Europeu reintroduza exceções para o país. 
A Grécia aceita a supervisão do FMI, BCE e União Europeia, (mas não lhe chama troika), durante a vigência esta extensão. Mas depois quer um novo acordo, a que chama um Acordo para a Recuperação e Crescimento da Grécia.

Na sexta-feira passada, o presidente do Eurogrupo tinha dito que «o próximo passo terá que ser dado pela Grécia», isto depois de mais uma reunião sem acordo.

Jeroen Dijsselbloem deixou claro que a proposta dos parceiros europeus para uma solução para Atenas passa pela extensão do atual programa para depois o flexibilizar. 

O pedido formal de Atenas vai ser discutido por teleconferência esta quinta-feira. Para esta sexta-feira às 14:00 (hora de Lisboa) está agendada uma reunião do Eurogrupo para discutir a proposta.

Esta sexta-feira é precisamente o dia em que termina o deadline dado pelos parceiros europeus para um acordo entre o Eurogrupo e a Grécia . Recorde-se um acordo entre Atenas e o resto da Europa é urgente , em virtude de o atual programa de resgate expirar a 28 de fevereiro. Atenas tem reembolsos a fazer, está a ficar sem dinheiro e arrisca-se mesmo, se não houver acordo, a entrar no mês de março em incumprimento.  

Entretanto esta quarta-feira o  Banco Central Europeu prolongou o acesso dos bancos gregos ao mecanismo de empréstimos de emergência, que tem sido uma tábua de salvação para o setor bancário helénico, aumentando o teto para 68,3 mil milhões de euros.