O Fundo Monetário Internacional (FMI) indicou esta terça-feira que não está a pedir, neste momento, um alívio da dívida da Grécia, mas considerou que quanto mais Atenas se afasta do programa fixado, mais essa eventualidade deve ser considerada.

"Durante a reunião do Eurogrupo, em Riga, no mês passado, o FMI não insistiu numa flexibilização considerável da dívida como algumas informações na imprensa referem", indicou a instituição em comunicado.

O FMI apontou que "quanto maior for o afastamento entre as medidas decididas e os objetivos iniciais de 2012, maior será a necessidade de um financiamento suplementar e de uma redução da dívida para tornar essa dívida do país sustentável".

O representante do FMI Poul Thomsen sublinhou aos parceiros que é preciso considerar uma "troca" entre a aplicação de reformas e medidas de alívio da dívida e que a não aplicação das primeiras tornaria as segundas mais necessárias, explica o comunicado.

Esta declaração foi divulgada depois de Atenas ter afirmado que não espera chegar a acordo com os parceiros no Eurogrupo da próxima segunda-feira.

Em comunicado o governo grego considerou que as divergências entre os credores impossibilitam um compromisso e acusou a União Europeia (UE) e o FMI de seguirem "estratégias diferentes".