O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, defendeu que a dívida grega deve ser reestruturada, como parte de um acordo para um terceiro resgate ao país. O polaco salientou, contudo, que Atenas também deve apresentar reformas credíveis. 

“Uma proposta realística da Grécia deve ser correspondida por uma proposta igualmente realística sobre a sustentabilidade da dívida por parte dos credores”, disse Donald Tusk. 


Para o presidente do Conselho Europeu, se um novo programa não for acompanhado por um alívio de dívida, a Europa continuará a ter os mesmos problemas. 

“Vamos continuar com a dança letárgica que temos dançado nos últimos cinco meses”, frisou. 


Este apelo é um desafio de forma especial à Alemanha. Angela Merkel disse esta quinta-feira que não aceita um corte de dívida “clássico”, mas não afastou outras formas de aliviar a dívida, como a extensão das maturidades dos empréstimos, taxas de juras mais baixas e uma moratória mais prolongada no serviço de pagamento de dívida.  

O governo grego está a ultimar o desenho de um novo pacote de reformas - entre as quais se incluem a subida de impostos e cortes nas reformas - que tem de ser entregue até à meia-noite. 

Estas são exigências dos credores para a negociação de um terceiro resgate à Grécia no fim-de-semana. Se domingo não houver acordo, a incapacidade de Atenas pagar dívidas pode levar ao colapso dos bancos gregos, da economia do país e forçar a uma saída saída da Zona Euro. 

Antes de Donald Tusk, a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, e o secretário do Tesouro dos EUA, Jack Lew, já tinham também defendido a reestruturação da dívida grega, a par da implementação de novas reformas no país.