O Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE) decidiu esta segunda-feira manter inalterado o teto máximo da linha de liquidez de emergência aos bancos gregos, revelou um porta-voz da entidade, citado pela agência de informação financeira Bloomberg.

Esta decisão é igual à que foi tomada na última quarta-feira, quando foi mantido o limite de 89.000 milhões de euros para a linha de liquidez de emergência (‘ELA’, na sigla em inglês), valor que foi decidido a 26 de junho, dia do anúncio do referendo grego.

O BCE vai provavelmente aguardar pela reunião de dois dias que está agendada para arrancar na próxima quarta-feira de forma a decidir se sobe o teto máximo de ajuda aos bancos gregos, revelaram à Bloomberg fontes próximas do processo, que pediram para não ser identificadas.

Os bancos vão permanecer encerrados pelo menos por mais dois dias, de acordo com fonte citada pela Reuters.

Os líderes da zona euro estiveram reunidos, em Bruxelas, numa "maratona" negocial em busca de um acordo sobre um terceiro resgate à Grécia durante 17 horas.

A cimeira extraordinária da zona euro sobre a Grécia, apontada como decisiva para o futuro da Grécia na zona euro, teve início às 16:00 locais de domingo (15:00 de Lisboa), e foi interrompida por diversas vezes para consultas e reuniões à margem devido às diferenças entre as autoridades gregas e os seus credores.

De acordo com várias fontes, o Governo grego liderado por Alexis Tsipras acabou por concordar com a maioria das medidas reclamadas pelos credores, que terá que aprovar a nível legislativo até à próxima quarta-feira, tendo sido as divergências quanto a dois pontos, designadamente o fundo de privatizações reclamado pelos credores, assim como a participação do Fundo Monetário Internacional no novo programa de assistência, que fizeram prolongar em várias horas os trabalhos.

Sem um acordo, a Grécia ficava muito próxima de uma saída da zona euro, o chamado 'Grexit'.

Os ministros das Finanças da zona euro discutem esta segunda-feira o empréstimo intermédio que servirá para evitar que a Grécia falhe os próximos pagamentos, necessitando de sete mil milhões de euros até 20 de julho e de mais cinco mil milhões até meados de agosto, segundo o texto das conclusões da cimeira.

O terceiro programa de ajustamento deverá cobrir necessidades financeiras entre os 82 e os 86 mil milhões de euros, de acordo com a avaliação das instituições.