O grupo de Bruxelas fez uma avaliação positiva do pedido de resgate grego (e da propostas que foram enviadas aos credores) , o que resultará num acordo já este sábado, adianta o jornal grego Kathimerini, citando fonte próxima das negociações. Atenas precisa de um resgate de 74 mil milhões de euros.

Estes serão os pontos fulcrais da reunião do Eurogrupo que começa às 14:00, hora de Lisboa.

O parlamento grego aprovou este sábado o pacote de reformas económicas que o Governo apresentou aos credores, na quinta-feira, com o objetivo de assegurar um novo resgate da União Europeia. 

Apesar dos credores internacionais da Grécia terem afirmado que acreditam que as últimas propostas de reformas do executivo de Atenas são suficientemente positivas para permitirem um novo resgate, alguns dos ministros europeus parecem não estar de acordo. 

Basta atentar nas declarações do ministro das Finanças da Holanda, Eric Wiebes, à chegada ao Eurogrupo.


"O plano é mais fraco nalguns pontos do que aquilo que devia ser” (...) Muitos governos, incluindo o meu, estão preocupados com a implementação de reformas”


O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, admitiu que esta vai ser uma reunião difícil. O comissário europeu dos Assuntos Económicos afirmou que “o governo grego fez gestos importantes” nos últimos dias, mas advertiu que a “chave” para um acordo está numa rápida implementação de reformas. 

Já o vice-presidente da Comissão Europeia responsável pelo euro, Valdis Dombrovkis, disse que agora é possível ver “claramente vontade do lado grego” em alcançar um acordo, embora advertindo que ainda há muitas questões por acertar.

Resta saber se entre as questões por resolver também está a "crise de confiança" que o impasse criou e que já levou à demissão de Yannis Varoufakis. Nos corredores fala-se numa r emodelação do governo grego.


"Há a questão da confiança. Podemos confiar que o governo grego vai fazer o que se propõe? Têm de ouvir as instituições e mostrar que estão comprometidos a implementar [as reformas]", sublinhou  Dijsselbloem, citado pela Reuters.


Uma eventual abertura formal de negociações com a Grécia sobre um terceiro programa de ajuda, a ser acordada no fim-de-semana, terá que ser submetida a aprovação parlamentar em seis Estados-membros da zona euro, designadamente Alemanha, Holanda, Finlândia, Áustria, Eslováquia e Estónia.