O Instituto Politécnico de Viseu (IPV) vai acolher um centro de competências internacional da Bizdirect especializado em tecnologia Microsoft, que deverá criar até 150 postos de trabalho, no âmbito de um acordo celebrado esta terça-feira, envolvendo também a autarquia.

«Acreditamos que temos todas as condições para criar até 150 postos de trabalho, com a evolução do projeto, com a sustentabilidade do mesmo e iremos fazê-lo tão breve quanto possível», disse o diretor-geral da Bizdirect, João Mira Santiago, na celebração do protocolo entre a empresa tecnológica (do universo SSI/Sonaecom), o IPV e a Câmara de Viseu.

O centro de competências, que funcionará no edifício do Centro de Inovação e Transferência de Tecnologia do IPV, será dedicado à prestação de serviços inovadores e de qualidade em tecnologia Microsoft (nomeadamente Dynamics CRM, SharePoint e Biztalk) e direcionado para o mercado internacional.

Numa altura em que muitos jovens qualificados partem para outros países à procura de empregos e de oportunidades, o responsável considerou «fundamental que haja retenção de capital humano na região».

Na sua opinião, isso será possível se forem dadas condições aos jovens profissionais para «realizarem as suas ambições de experiência internacional», desenvolvendo em Viseu as suas competências e a sua especialização e «indo aos clientes durante o tempo necessário para aplicar na prática o trabalho desenvolvido».

João Mira Santiago justificou a escolha de Viseu com o facto de ter encontrado «parceiros de grande confiança» e outros fatores que «são fortes alavancas para o projeto».

O presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques (PSD), considerou que a instalação deste centro de competências demonstra que o interior não é um oásis, mas que pode ser atrativo para viver e investir.

«Viseu é o exemplo de que o interior do país não é uma fatalidade mas, pelo contrário, pode ser olhado como uma oportunidade», frisou.

O autarca, que foi secretário de Estado da Economia e Desenvolvimento Regional, assegurou que em Viseu «o investimento produtivo terá uma via verde para a sua concretização» e que «o investidor não será deixado à porta, sem resposta ou solução».