A descida do IVA na restauração não vai resultar numa descida dos preços no setor ou na criação de emprego, conclui um estudo da GfK que teve como objetivo auscultar a opinião dos portugueses relativamente à descida do imposto.

Apesar de 68,6% concordar com a descida do IVA de 23% para 13% no setor da restauração, contra 22,4% que diz não estar de acordo, apenas 17,3% considera que essa descida se vai refletir nos preços praticados em cafés ou restaurantes. Dos inquiridos pela GfK, 68,4% não antecipa qualquer descida nos preços.

Quando questionados sobre se a descida do IVA na restauração vai aumentar a criação de emprego no setor, 61,9% considera que não, enquanto 22,2% acredita que essa descida será capitalizada na criação de mais postos de trabalho.

O inquérito decorreu entre os dias 5 e 14 de Fevereiro de 2016 e foi realizado por 59 entrevistadores, recrutados e treinados pela GfK. A informação foi recolhida através de entrevista direta e pessoal na residência dos inquiridos, indivíduos com 18 e mais anos de idade, residentes em Portugal Continental. A amostra é constituída por 1.209 entrevistas.

No Orçamento do Estado para 2016 o Governo afirma-se disposto a abdicar de 175 milhões de euros de receita fiscal no segundo semestre do ano, em troca de “um efeito significativo na criação de emprego”. A medida entrará em vigor a partir de 1 de Julho e deixa de fora as bebidas, pelo menos até 2017.

Segundo um inquérito da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, divulgado em janeiro, mais de dois terços das empresas de restauração e hotelaria portuguesas estão disponíveis para contratar mais trabalhadores com a reposição do IVA a 13%.