A taxa de desemprego em Portugal subiu para 13,2% em Maio de 2015, contra 12,8% no mês anterior, tendo a população desempregada aumentado 2,9% e a população empregada diminuido 0,5 pct, segundo dados do INE, ajustados de sazonalidade.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) reviu em baixa a taxa de desemprego de Abril, que na anterior estimativa se tinha fixado em 13 pct. No início de 2013, a taxa de desemprego bateu recordes históricos superiores a 17%.

O INE adiantou que, em Maio, a população desempregada aumentou 2,9 pct ou 19,1 mil pessoas, face ao valor definitivo obtido para abril de 2015, totalizando 676,8 mil pessoas.

Por sua vez, a estimativa provisória da população empregada caiu para 4,444 milhões, menos 0,5% do que no mês anterior, ou seja, menos 22,7 mil pessoas.

"Em Maio de 2015, a estimativa provisória da taxa de desemprego foi de 13,2 pct, o que se traduz num aumento de 0,4 pontos percentuais (pp) em relação ao mês anterior, para o qual contribuiu o acréscimo da população desempregada e o decréscimo da população empregada", frisou o INE em comunicado.

Realçou que "a taxa de desemprego dos jovens situou-se em 33,3 pct, tendo aumentado 1,6 pp em relação ao mês anterior" e que "a taxa de desemprego dos adultos situou-se em 11,6 pcte aumentou 0,2 pp em relação ao mês anterior".


A taxa de desemprego jovem, que compreende a faixa etária entre os 15 e os 24 anos, subiu para 33,3 pct em Maio, face a 31,7 pct no mês anterior, mas foi mais baixa que os 36,5 pct no mês homólogo de 2014.

Segundo o cenário inscrito no Orçamento de Estado (OE) de 2015, a taxa de desemprego deverá fixar-se em 13,4 pct em 2015.

Portugal superou uma cavada recessão em 2014, ano em que terminou um doloroso resgate internacional, com a economia a expandir 0,9 pct.

Para 2015, o Executivo prevê um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,6 pct.

Esta manhã, o INE revelou também que o clima económico em Portugal em Junho de 2015 subiu para o máximo dos últimos sete anos, com uma melhoria na indústria transformadora e uma estabilização no comércio, mas a confiança dos consumidores piorou com perspectivas mais negativas da situação económica do país.