A taxa de desemprego subiu para 12,4% até março, um valor 0,2 pontos percentuais acima do valor com que Portugal fechou 2015, altura em que a taxa estava nos 12,2%. 

O Instituto Nacional de Estatística estima que haja 640.200 pessoas. Contas feitas, no espaço de três meses, foram mais 6.300 pessoas que ficaram sem trabalho e entraram para as estatísticas negras.

Quem mais contribuiu para este aumento da taxa de desemprego? As estatísticas detalham que foram os homens (5.000, 1,5%), as pessoas entre os 25 aos 34 anos (18.800; 13,9%); quem tem um nível de escolaridade completo correspondente ao ensino superior, estando em causa 5.600 pessoas (4,7%). Mas entram também para as contas 23.300 pessoas à procura de novo emprego (4,3%) e quem está a querer encontrar trabalho há menos de 12 meses, ou seja, 21.900 pessoas, 9,2% do total, segundo as contas do INE.

Os setores mais afetados são a indústria, construção, energia e água (10.800 trabalhadores, 6,7% do total) e ainda o setor dos serviços serviços (10.400 mil; 3,1%).

Embora a taxa de desemprego entre os homens tenha aumentado ligeiramente (0,4 pontos percentuais) entre os homens na comparação em cadeia foi igual à das mulheres no trimestre analisado (12,4% em ambos os casos).

Já se olharmos para a comparação anual, o primeiro trimestre contou no geral com menos desempregados em relação aos primeiros três meses de 2015: menos 10,2%, ou seja, 72.700 pessoas.

O INE já tinha divulgado no final de abril a taxa de desemprego relativa apenas a março, apresentando uma ligeira descida para 12,1%. Em fevereiro, tinha subido para 12,3%, depois de ter ficado estável em janeiro em comparação com o final de 2015(12,2%). O balanço do primeiro trimestre é agora conhecido. 

Contabiliza-se, ao mesmo tempo, a população empregada: os últimos números apontam para 4.513.300 pessoas, verificou menos 1,1% em relação ao último trimestre de 2015, o que equivale a 48.200 pessoas. Por contraponto, em termos homólogos houve mais 36.200 pessoas a conseguir um emprego. Em percentagem, a subida foi de 0,8%.

A estimativa do Governo para todo o ano de 2016 é que a taxa de desemprego recue para os 11,3%. A este ritmo, essa meta está ainda longe, mas ainda há mais três trimestres pela frente e o verão é sempre uma altura favorável às estatísticas, graças aos empregos sazonais.