A estimativa provisória da taxa de desemprego em maio é de 7,3%, tendo aumentado 0,1 pontos percentuais face a abril, divulgou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em comunicado, o INE adianta que em maio deste ano "a estimativa provisória da taxa de desemprego foi de 7,3%, tendo aumentado 0,1 pontos percentuais em relação ao mês anterior e diminuído 0,3 pontos percentuais face a fevereiro de 2018 e 1,9 pontos percentuais face a maio de 2017".

De acordo com o INE, as taxas de desemprego “dos jovens e dos adultos foram estimadas em 20,8% e 6,3%, respetivamente. Ambas aumentaram 0,2 pontos percetuais em relação ao mês precedente".

A taxa de desemprego desceu para 7,2% em abril, atingindo o valor mais baixo desde novembro de 2002, divulgou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

"A taxa de desemprego de abril de 2018 situou-se em 7,2%, menos 0,3 pontos percentuais do que no mês anterior, menos 0,7 pontos percentuais em relação a três meses antes e menos 2,3 pontos percentuais face ao mesmo mês de 2017", refere o INE.

"Aquele valor representa uma revisão em baixa, de 0,2 pontos percentuais, face à estimativa provisória divulgada há um mês e ter-se-á de recuar até novembro de 2002 para encontrar uma taxa inferior a esta", acrescenta o instituto.

Ministro satisfeito com descida

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, classificou no Porto como "muito positivos" os números revelados pelo INE.

"São números muito positivos, mostram que ainda há muito trabalho para fazer, mas é um número que mostra que o mercado de trabalho continua a evoluir positivamente e que é o registo mais baixo desde 2002", assinalou o governante.

Enfatizando que o registo apresentado pelo INE "significa que o crescimento que se verifica é criador de emprego", citou também a capacidade demonstrada de "conseguir absorver e integrar as pessoas que estavam no desemprego".

"Em 2017, tivemos uma novidade muito interessante que foi, além da baixa do desemprego, o aumento da população ativa, isto é, o emprego cresceu mais do que aumentou o desemprego", lembrou Manuel Caldeira Cabral, para quem o "número recorde de baixa do desemprego desde 2002" mostra "a dinâmica que a economia está a ter" com os "valores mais baixos no desemprego antes da crise em 2007 e 2008".

Otimista, o ministro recorreu aos mais recentes "indicadores da atividade económica e de confiança dos consumidores" para afirmar que "são os mais altos desde o início do século e estão a gerar um crescimento económico inclusivo, que permite que se vá buscar mais pessoas ao desemprego".

"Os indicadores do segundo trimestre parecem apontar para que o desemprego continue a baixar não só neste trimestre, mas também ao longo do verão, com os dados que temos sobre o Turismo a serem também muito positivos, pelo que penso que há espaço para o desemprego continuar a baixar", observou.