O índice de produção industrial voltou a abrandar em fevereiro, registando uma variação homóloga de 3,8% para 95,4, ou seja 0,5% abaixo da taxa de variação de janeiro, divulgou hoje o INE.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o agrupamento de bens de consumo foi o único com contributo negativo (-0,7 %.) em fevereiro, correspondente a uma queda de 2,1% (0,3% em janeiro).

Contudo, foi o agrupamento de energia ¿ ao passar de um crescimento homólogo de 14,6%, em janeiro, para 1,6% em fevereiro (contributo de 0,3 %.) - o que mais influenciou a evolução do índice agregado.

Em sentido contrário, o agrupamento de bens de investimento registou uma aceleração de 9,8 % face à taxa de variação do mês anterior (3,8% em janeiro e 13,6% em fevereiro), em resultado do efeito de base verificado na divisão fabricação de veículos automóveis, reboques, semirreboques e componentes para veículos automóveis.

Segundo o INE, excluindo este efeito, a taxa de variação do índice agregado teria sido de -2,1% (0,2% em janeiro).

Já o agrupamento de bens intermédios apresentou um contributo de 2,4 p.p. para a variação do índice agregado, em resultado de uma taxa de variação de 6,6% (3,8% no mês anterior).

Por secções, o INE aponta o contributo de 4,0 %das indústrias transformadoras, em resultado de uma subida homóloga de 4,7% (3,3% no mês anterior).

Quanto à secção de eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio, teve um contributo de 0,6%, originado por uma subida 4,2% (15,5% em janeiro).

Relativamente ao índice da secção das indústrias extrativas, passou de uma variação homóloga de -10,3% em janeiro para -19,2%, em fevereiro.

Em termos de variação mensal, o índice de produção industrial recuou 0,6% em fevereiro (0,6% em janeiro), tendo o agrupamento de bens de investimento apresentado o único contributo positivo para a variação do índice total (0,9 %), originado por uma variação mensal de 6,2% (-6,1% no mês anterior).

Já o agrupamento de energia apresentou o contributo negativo mais influente (-0,8 %), em resultado de uma taxa de variação de -4,6% (11,0% em janeiro).

Ao nível das secções, a de eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio registou uma taxa de variação mensal de -4,6%, depois dos 16,4% de janeiro.

Em sentido oposto, o índice da secção das indústrias transformadoras passou de uma variação mensal de -1,7%, no mês anterior, para 0,8% em fevereiro, enquanto a secção das indústrias extrativas apresentou uma variação mensal de -12,9%, 2,7 % abaixo do valor de janeiro.