As indústrias tecnológicas pagavam, em 2012, remunerações duas vezes mais elevadas do que a média das empresas portuguesas, ou seja, mais 463 euros, e empregavam 167 mil pessoas, o equivalente a 6% dos trabalhadores nacionais.

Segundo um estudo do Instituto Nacional de Estatística (INE), ao contrário do que aconteceu com a generalidade das empresas, que viram o seu número reduzir-se em 2012 (-1,9% face a 2011), as do setor tecnológico aumentaram 2,6%, representando 3,1% do total de empresas.

O INE distingue três grandes áreas: indústrias de alta tecnologia (fabrico de produtos farmacêuticos, equipamentos informáticos, eletrónicos e óticos, bem como aeronaves), indústrias de média-alta tecnologia (fabrico de produtos químicos, fibras sintéticas, armas e munições, equipamento elétrico, máquinas, automóveis e outros equipamentos de transporte) e serviços intensivos em conhecimento de alta tecnologia (cinema, rádio, televisão, telecomunicações, consultoria informática, investigação científica), que concentravam 67,5% destas empresas e apresentavam a remuneração média mais alta (1764 euros).

As atividades de serviços intensivos em conhecimento de alta tecnologia cresceram, em média, 7,3% entre 2010 e 2012, com destaque para as telecomunicações e serviços de informação (15,2 e 10,7% ao ano, respetivamente).

O número de empresas exportadoras deste setor (13,9%) era também superior à média de todas as empresas (5,5%), destacando-se as indústrias de alta e média-alta tecnologia (26,7 e 20,5%, respetivamente).

O setor tecnológico apresenta um investimento em I&D (Investigação e Desenvolvimento) de cerca de 30 mil euros por empresa, enquanto a generalidade das empresas ronda os 1500 euros anuais.