O Índice de Custo do Trabalho (ICT) registou uma diminuição homóloga de 0,4% no quarto trimestre de 2013, apesar do aumento de 0,5% nos custos salariais, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

O ICT mede a evolução trimestral dos custos do trabalho por hora efetivamente trabalhada e inclui custos salariais (salário base, prémios, subsídios e pagamento de horas extraordinárias), bem como outros custos como indemnizações por despedimento, contribuições para a Segurança Social, seguros e prestações complementares de reforma/invalidez.

Enquanto os encargos com «outros custos» caíram 3,3%, verificou-se um acréscimo de 3,5% dos custos médios do trabalho, bem como do número de horas efetivamente trabalhadas (2,6%).

O INE refere que, «a partir do primeiro trimestre de 2013, o número de horas efetivamente trabalhadas registou crescimentos substanciais, com exceção do terceiro trimestre de 2013».

A diminuição do ICT foi mais expressiva no setor dos serviços (5,9%), seguindo-se a indústria (4,8%) e a construção (0,4%).

Comparando a evolução dos custos do trabalho em Portugal com outros países da União Europeia, o INE concluiu que «o ICT em Portugal registou globalmente variações inferiores às observadas para a média da União Europeia (28 países) desde o primeiro trimestre de 2010, caracterizando-se por decréscimos sucessivos do 1.º trimestre de 2011 até ao 1.º trimestre de 2013».