O índice de custo do trabalho desceu 0,1% no terceiro trimestre face ao mesmo período de 2012, regressando às quedas depois da recuperação conseguida no segundo trimestre.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), no segundo trimestre, a variação homóloga do índice de custo do trabalho (ICT) corrigido dos dias úteis ¿ um indicador de curto prazo que mede a evolução dos custos do trabalho por hora efetivamente trabalhada suportados pelo empregador (incluindo os custos salariais e outros custos do trabalho a cargo da entidade patronal) - tinha sido positiva em 1,3% (valor revisto).

Entre julho e setembro, os custos salariais diminuíram 0,2%, face ao mesmo período do ano anterior, enquanto os outros custos aumentaram 1,2%.

De acordo com o instituto, desde 2009, tem-se assistido a uma desaceleração dos custos médios do trabalho, que deu lugar a decréscimos sucessivos desde o terceiro trimestre de 2010 até ao quarto trimestre de 2012.

Contudo, continua o INE, no primeiro e no segundo trimestres de 2013 «os custos médios do trabalho aumentaram, em parte devido ao pagamento de subsídios de férias e de Natal (em regime de duodécimos ou de uma vez só) e ao pagamento de prémios de caráter irregular (como, por exemplo, prémios de fim do ano e distribuição de lucros)».

No terceiro trimestre deste ano, os custos médios do trabalho diminuíram, «agora em parte devido ao facto de pagamento de subsídios de férias ter sido feito em duodécimos».

O número de horas efetivamente trabalhadas apresentou, no mesmo período, «um comportamento mais irregular», registando «crescimentos substanciais» no primeiro e segundo trimestres deste ano e um decréscimo de 0,8% no terceiro trimestre de 2013.

Na União Europeia (UE) a 27, e tendo em conta as variações homólogas do ICT por país referentes ao segundo trimestre de 2013 (o último disponível), a variação homóloga do ICT foi de 0,9%.

Acima da média da UE situaram-se 16 países, com destaque para Estónia (cuja variação homóloga de 7,7% do ICT superou em oito vezes a registada na UE).