O indicador de clima económico em Portugal atingiu em março o valor mais elevado desde outubro de 2010 e o indicador de atividade económica fixou-se em fevereiro no máximo desde setembro de 2010, divulgou hoje o INE.

Segundo a síntese económica de conjuntura de março hoje divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o indicador de clima económico manteve em março a subida observada desde o início de 2013, para «o valor mais elevado desde outubro de 2010», tendo também o indicador de atividade económica voltado a aumentar em fevereiro, «atingindo o máximo desde setembro de 2010».

Já a informação proveniente dos Indicadores de Curto Prazo (ICP) revelou «uma diminuição homóloga menos intensa da atividade económica nos serviços e na construção e obras públicas e um ligeiro aumento da produção na indústria em fevereiro».

Em fevereiro, o indicador quantitativo do consumo privado aumentou «de forma menos expressiva, refletindo a redução do contributo positivo da componente de consumo corrente», enquanto o indicador de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) registou «uma diminuição mais acentuada, devido ao contributo negativo mais expressivo da componente de construção».

Relativamente ao comércio internacional de bens, em termos nominais, as exportações e importações registaram variações homólogas de 5,4% e 7,0% em fevereiro (que comparam com 5,9% e 6,1% no mês anterior), respetivamente.

Segundo nota o INE, não considerando médias móveis de três meses, as exportações nominais de bens aceleraram em fevereiro, enquanto as importações desaceleraram.

Em março, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) apresentou uma queda homóloga mensal de 0,4% (-0,1% em fevereiro), com taxas de -0,8% na componente de bens nos últimos dois meses e de 0,2% na de serviços, menos 0,7 pontos percentuais (p.p.) do que em fevereiro.

A taxa de variação homóloga mensal do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) foi idêntica à do IPC nos últimos dois meses e inferior em 0,9 p.p. à da área euro em março (inferior em 0,8 p.p. em fevereiro).

Na área euro, em março, os indicadores de sentimento económico e de confiança dos consumidores voltaram a aumentar, tendo os preços das matérias-primas e do petróleo apresentado variações em cadeia de 3,7% e -2,5% (2,2% e 0,4% em fevereiro), respetivamente.