O secretário-geral da UGT fez hoje uma apreciação «globalmente positiva» da proposta para a reforma do IRS, advertindo, contudo, que «a enormíssima carga fiscal» em Portugal continua a ser a sua principal fonte de preocupação.

«Portugal continua a ser dos 34 países da OCDE aquele que tem maior carga fiscal. Do nosso ponto de vista era importante que o Governo tivesse consciência de que é fundamental retirar às famílias portuguesas o peso fiscal que nos últimos anos tem pendido sobre os rendimentos de milhares e milhares de portugueses», disse Carlos Silva.

O sindicalista falava aos jornalistas no final de uma reunião com o secretário de Estado, Paulo Núncio, no âmbito das audições aos parceiros sociais em torno da reforma do IRS.

A UGT, que foi o último dos parceiros a ser ouvido, defendeu também que os escalões «deveriam passar outra vez para oito», lembrando que a classe média está a ser destruída.

A central disse ainda apoiar a ponderação de 0,3% por filho no cálculo do rendimento coletável dos sujeitos passivos (o quociente familiar), que é uma das principais propostas apresentadas pela Comissão de Reforma do IRS, para «beneficiar as famílias com filhos», mas acredita que será possível ir ainda mais longe a partir do terceiro filho.