O Estado arrecadou mais de 20,9 mil milhões de euros em impostos nos primeiros sete meses do ano, um crescimento homólogo de 4,9%, desempenho que se deveu sobretudo à receita dos impostos indiretos, que cresceu 6,5%.

De acordo com a síntese de execução orçamental divulgada hoje pela DGO – Direção-geral do Orçamento, até julho entraram nos cofres do Estado 20.874 milhões de euros em receitas fiscais (+4,9%), dos quais 11.523,2 milhões são relativos a impostos indiretos (+6,5%) e 9.350,8 dizem respeito a impostos diretos (2,9%).

Dentro dos impostos indiretos, as receitas do IVA - Imposto de Valor Acrescentado foram as que mais cresceram, tendo aumentado 8,1% nos primeiros sete meses do ano face ao período homólogo para os 8.302,2 milhões de euros.

Entre janeiro e julho, as receitas do ISV - Imposto sobre Veículos aumentaram 24,8% para os 346,6 milhões de euros, as do ISP - Imposto sobre Produtos Petrolíferos cresceram 7,1% para os 1.273,3 milhões de euros e as do IUC - Imposto Único de Circulação subiram 7,8% para os 172,5 milhões de euros.

Por oposição, as receitas arrecadadas com o Imposto sobre o Tabaco caíram 13,1% até julho, para os 543,3 milhões de euros neste período.

Em impostos diretos sobre o rendimento o Estado recolheu 9.350,8 milhões de euros entre janeiro e julho de 2015, uma variação positiva de 2,9% face ao período homólogo, "impulsionada, principalmente, pelo crescimento do IRC" - Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Coletivas, que disparou 8,6% para os 2.966,9 milhões de euros.

Em sentido inverso, as receitas do IRS - Imposto sobre o Rendimento de Pessoa Singular caíram 0,2% para os 6.175,9 milhões de euros.

Ainda nos impostos diretos, a DGO refere que o aumento das receitas dos designados 'outros impostos' "refletiu o desempenho da Contribuição sobre o Setor Bancário (+13,5%) e da Contribuição Extraordinária sobre o Setor Energético (23,9 milhões de euros em 2015, tendo o ano passado apenas sido cobrada a partir de novembro)."

No comunicado que o Ministério das Finanças emite pouco antes da divulgação dos números oficiais, lê-se que "só em julho, a receita fiscal ascendeu a 3.088 milhões de euros, o que corresponde ao valor mais elevado de receita fiscal cobrada num mês de julho desde o ano de 2007".